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terça-feira, 5 de novembro de 2013

O Colecionador de Erva - Francisco J Viegas e "Vida e Alma" de Helena Sacadura Cabral

1976
ed. 2013
1975
ed. 2013
Jaime Ramos, o investigador protagonista dos livros de Francisco José Viegas, vê-se a braços com duas investigações paralelas: a do assassínio de dois imigrantes russos (antigos militares soviéticos), cujos corpos são encontrados no interior de um carro semicarbonizado, nos arredores do Porto - e o desaparecimento de uma jovem de vinte anos, oriunda de uma família tradicional do Minho. Se uma das investigações o transporta às suas memórias de militante comunista e a uma velha paixão pela literatura russa, a outra leva-o a um mundo onde coabitam velhas famílias do Minho ou do Porto, sexo, marijuana, espionagem a políticos, venda de armas, negócios em Angola e as memórias de um país que vive entre ruínas (as do império e as das fortunas recentes e antigas), corrupção e luta pelo poder - e que guarda os seus loucos no armário, para não parecer mal.
Com capítulos perdidos nos quatro cantos do mundo (entre Portugal, Rússia, Angola, Brasil ou Cabo Verde) O Colecionador de Erva funciona como uma montagem cinematográfica sem princípio, meio ou fim - onde vários crimes são cometidos sem nexo aparente, onde personagens aparecem e desaparecem sem justificação, e onde a solução nunca está à vista senão apelando à nossa imaginação, como num road movie.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Lourenço Marques, Francisco José Viegas; Al Berto - Diários

 1858
ed. 2012

1857
ed. 2012
1856
ed.2012


1859
Robert Enk
Ronald Reng
Ed. lua de papel - 2012
-
Robert Henk parecia ter encontrado o seu lugar ao sol. Estava num grande clube e imperava à baliza da seleção alemã - aos 32 anos era, finalmente, uma estrela. No dia 10 de novembro de 2009 disse adeus à sua mulher e deu um beijo na testa à filha adotiva de 10 meses. Saiu de casa, conduziu sem rumo ao longo de 8 horas, até estacionar junto a uma linha férrea. E atirou-se para debaixo de um comboio.
...
Mesmo por cá, a sua popularidade tinha transcendido as cores do Benfica, Ele era "O Enk", um rapaz educado de sorriso tímido, que se tinha matado sem ninguém perceber porquê.
...
Mas é acima de tudo a história de um alguém que todas as semanas, em estádios com milhares de espetadores, se sentia o homem mais solitário do mundo - e que durante cada jogo, sob a luz dos holofotes, tentava apenas não pensar na angústia que o dominava, na vida de segredos, na filha que em tempos perdera...