quinta-feira, 27 de abril de 2023
Carlos Lopes Pires: "a inclinação das ervas" ed. Fantasma, 2023 (abril)
quarta-feira, 11 de janeiro de 2023
2672-2687 vários
quarta-feira, 20 de outubro de 2021
Poesia de Carlos Lopes Pires: se houver domingo à tarde +++
ed. 2021
Dedicatória do autor:
com um abraço fraterno
ed.2021
ed. 2021
quinta-feira, 6 de maio de 2021
2586-2594 SAL - A WORLD POETRY BOOK e mais....
sexta-feira, 2 de outubro de 2020
onde as maçãs crescem, Carlos Lopes Pires 2020
Onde as maçãs crescem
Minhas Sras e meus senhores
amigos
Carlos Lopes Pires é um poeta constante. Já o escreveu taxativamente MFM (Manuel Frias Martins) na sua impressionante recensão crítica, que publicou no nº 201 Maio/Agosto2019 da sempre conceituada revista COLÓQUIO|Letras, a propósito do “a noite que nenhuma mão alcança” dado a lume há dois anos atrás. Já?!
Nós estamos aqui hoje e desta forma, somos, também, testemunhas do intenso
labor poético de Carlos Lopes Pires que soma mais de um quarto de século a
publicar Poesia sempre rodeado de amigos que comungam esta sua faceta
profundamente humana.
Já são mais de 20, os livros de poesia de sua autoria. Não fiz
a contabilidade, mas as contas devem estar certas ou quase. Claro, sou
contabilista, logo devia falar em números precisos; mas não estamos aqui para falar
de números.
Esta minha intervenção não é senão um intróito para o que já a seguir vamos
ouvir do nosso amigo comum e emérito escritor, Luís Vieira da Mota, que ele
sim, é a personagem certa para dizer do seu modo de ver a vida e a obra de
Carlos Lopes Pires. Até porque são muitos os anos de convívio literário e de
franca amizade que já os unem…
De qualquer modo, não posso deixar de aproveitar este ensejo para dizer
umas coisas acerca deste livro que agora vai ser apresentado e que fala dos
sítios onde as maçãs crescem. Com este título o poeta e amigo Carlos Pires
pretenderá o quê? Chamar-nos a atenção para o paraíso que pode ser o sítio onde
vivemos neste mundo? Haverá só um mundo? Cada um de nós será um mundo? Teremos
que considerar que o mundo não é uma coisa definida antes teremos que admitir
que o mundo é um conjunto indeterminado de mundos?! Mas sendo um conjunto indeterminado de mundos,
será que não tem princípio nem fim? Estaremos nós disponíveis para aceitar que
o tempo dura tanto tempo quanto o tempo que demoramos a sintonizar o nosso
próprio eu? Ou mais?!
Aqui chegado ocorre-me que a continuidade do tempo poderá não existir no
que é eterno, mas sim no efémero e transitório. Ou seja, nas coisas simples a
que o amor deverá presidir.
Quero eu tentar dizer que a poesia poderá ser esse espaço entre o
transitório e o eterno. E que a poesia de Carlos Lopes Pires revela esse
carácter e essa sensibilidade. E, visivelmente, também se rebela contra as
convenções da literatura tradicional que tende a ambicionar o eterno da fama e
notoriedade pessoal através da palavra.
A poesia de Carlos Pires assume uma atitude de contributo para que as
pessoas se possam compreender a si próprias cada vez melhor. Para isso o poeta
não se cansa na procura de novos modelos para a representação do mundo e da
realidade, transportando a sua própria realidade e a que ele observa a partir
da dos outros. E com uma preocupação suplementar: a de renovar as coisas reais
e reintegrá-las na vida.
A poesia, tal como Carlos Pires nos sugere, é quem melhor nos pode induzir
ao interesse pelas coisas simples e a compreensão destas, sim, é que nos poderá
levar a perceber a complexidade da vida.
Ou seja, e para finalizar esta minha singela divagação, pressente-se que o
poeta tende a mostrar-nos o sentido da vida impulsionando o leitor a sair de
situações desesperadas e a recuperar o desejo duma vida simples mas sem perder
a sua capacidade de sonhar.
Carlos, meu amigo, mestre, a tua poesia tem sido para mim um bálsamo muito
especial contra o medo da minha ignorância.
E um grande estímulo para descomplicar a vida aceitando os princípios
cósmicos que orientam a nossa própria existência.
Mais não vou acrescentar a este meu testemunho, que o Luís Vieira da Mota,
por ti muito justamente homenageado dedicando-lhe expressamente este teu livro,
se vai encarregar a preceito, de tal missão.
-
Obrigado, poeta, pela poesia com que tens ajudado a vestir o mundo e mostrar
que vale a pena o convívio de que todos nós necessitamos, mas que nem sempre o
conseguimos alcançar.
Obrigado por seres um amigo com quem também é possível dialogar com o
recurso ao poema…
--
Claro, não podia deixar de vos ler o poema da página 80, dada a afinidade
que o passou a ligar a mim, pessoalmente, e que eu agradeço do fundo do meu
coração o carinho que nele e em nós se reflecte.
Leiria, 12 setembro 2020
António Nunes
-
quarta-feira, 5 de junho de 2019
Matéria Negra de Manuel Frias Martins, A Morte é uma Flor de Paul Celan, COLÒQUIO|Letras
2505
COLÓQUIO|Letras n.200 jan/abr2019
Jorge de Sena
(Editorial
Chega ao número 200 a Colóquio/Letras.
A revista começou a ser publicada em março de 1971, e desde então tem vindo a prestar um inestimável serviço à divulgação da cultura e da literatura portuguesas e lusófonas.
Ao longo da sua história teve como diretores personalidades destacadas no mundo da universalidade e da literatura, que sempre mantiveram uma linha coerente na publicação de ensaios, recensões e textos de criação inéditos, nela tendo colaborado os grandes representantes da cultura portuguesa e lusófona.
É essa tradição que, desde 2009, assumi preservar e continuar.
Nos quase 50 anos da sua vida, e ao chegarmos a este número 200 - que importa destacar pelo carácter excecional, não só da longevidade, mas acima de tudo por se manter uma referência nos estudos de literatura -, é simbólico o ato de homenagear Jorge de Sena, na celebração do seu centenário.
Nome fundamental da cultura portuguesa, grande poeta, ficcionista e dramaturgo, Sena dedicou-se igualmente à tradução e aos estudos literários que acompanharam a sua atividade de professor no Brasil e em Santa Bárbara, nos Estados Unidos. O dossiê consagrado à sua figura abre com um depoimento do General Ramalho Eanes que, eleito Presidente da República em fins de 1976, convidou para intervir, no primeiro 10 de Junho sob a sua presidência, celebrado na cidade da Guarda, dois dos maiores nomes da literatura portuguesa do século XX, Jorge de Sena e Vergílio Ferreira. Aí proferiram notáveis intervenções, destacando-se a de Jorge de Sena, que libertou a figura e a obra de Camões de equívocos ligados ao seu aproveitamento ideológico pelo regime anterior.
Ao nosso primeiro Presidente da República democraticamente eleito importa agradecer o gesto desta contribuição escrita, reveladora da importância que a Democracia então instaurada teve, e tem, para a Cultura portuguesa no seu todo.
...
Nuno Júdice
quinta-feira, 28 de março de 2019
aquele que não ouvirás mais - poesia 2019 de Carlos Lopes Pires
2497
Carlos Lopes Pires escreve a p 7 :
o patitas deveria durar até depois de mim
um automóvel roubou-o do nosso quintal e à minha vida
-
A propósito: deixei registado no meu blogue-armazém o seguinte:
https://dispersamente.blogspot.com/2019/03/a-pretexto-da-apresentacao-do-26-livro.html
sábado, 15 de dezembro de 2018
Vários livros entrados: de Ron Padget,Ondjaki, Luís Quintais, Adalberto Alves (oesia)
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Poesia, poesia, poesia.
Há alturas da vida em que somos impulsionados a reter a nossa atenção e entusiasmo por motivos literários a que não tínhamos dado uma grande importância.
Neste ensejo, devo reiterar e deixar aqui registada a minha admiração pelo enorme trabalho poético de Carlos Lopes Pires.
Pode-se seguir o que vai escrevendo neste sítio:
https://cmlopires.blogspot.com/
sábado, 23 de junho de 2018
a noite que nenhuma mão alcança: poesia de Carlos Lopes Pires --- Jerusalém de Simon Sebag Montefiore
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nb: Tenho que ficar grato ao autor por me ter dedicado um poema na p 131.
quarta-feira, 5 de junho de 2013
Carlos Lopes Pires - Poesia
Poesia escrita por um psicólogo.
Poesia escrita por um poeta.
1926
O livro do pó
Prefácio de Arménio Vasconcelos
Ed. do autor, 1994
-
1924
A poeira dos dias
Ed. Notícias, 1996
-
1925
O livro dos cânticos
ed. notícias, 1995
-
1916
Falar às aves
ed. do autor, 1993
-
Carlos Lopes Pires nasceu em 1956, em Quadrazais, perto da Serra da Malcata.
É professor de psicologia na Universidade de Coimbra e vive em Leiria.
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