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quinta-feira, 27 de abril de 2023

Carlos Lopes Pires: "a inclinação das ervas" ed. Fantasma, 2023 (abril)


Apresentado por Dra. Graça Sampaio em 22 abril de 2023, no auditório da Casa-Museu João Soares, nas Cortes - Leiria. Neste dia também se comemorou o 19º aniversário dos Serões Literários das Cortes.
O autor dedicou-me o seguinte poema:

p69

a tua ausência é grandiosa
senhor

e completa todos os caminhos
na falta que nos fazes

que nenhuma árvore sabe de ti
e nenhuma luz conhece
a tua sombra

o meu amigo nunes
pergunta-me por ti
senhor

e o meu coração
também

-
obrigado, Carlos, pelo calor da tua amizade.


 

quarta-feira, 20 de outubro de 2021

Poesia de Carlos Lopes Pires: se houver domingo à tarde +++

2610

ed. 2021

Dedicatória do autor:

ao antónio nunes
com um abraço fraterno

uma flor um barco uma estrela

nesta fracção vivida
no universo



2607

ed.2021

2612

ed. 2021


2613
ed. 2021


2614
ed. 2021


2615
ed. 2020


2616
ed. 2004


2617
ed. 2021

 


2611
ed. 2021



quinta-feira, 6 de maio de 2021

2586-2594 SAL - A WORLD POETRY BOOK e mais....



2587

A poesia é o sal da linguagem, une e liberta, dá sabor à matéria mais insípida, cria. E toda a arte é vida criada em liberdade e amor. E toda a arte é poética ou não é.
...
Para acompanhar a leitura auditiva deste livro, recomenda-se uma visita a https://zpoluras.bandcamp.com/album/sal




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2590


2594
Entre a Lua,

o Caos
e o Silêncio: a Flor

-
É a antologia mais completa e abrangente já publicada de Poesia Angolana, incluindo os períodos e os autores mais marcantes da sua história.
Esta é uma edição histórica, oferecendo...

(contracapa)

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2593


2586

 

sexta-feira, 2 de outubro de 2020

onde as maçãs crescem, Carlos Lopes Pires 2020

 



2568
ed. 2020
O autor teve a amabilidade de me convidar, como amigo, para colaborar na sessão de apresentação do livro, no dia 12 de Setembro de 2020, no jardim da Casa-Museu João Soares. Estávamos em tempo de contingência da pandemia COVID-19, por isso viemos para o ar livre. O tempo estava majestoso e a sessão, bem concorrida, correu muito bem.
Participei dizendo umas palavras de carinho e de abono sincero à pessoa do autor e à sua obra. Quem fez a apresentação propriamente dita foio nosso comum amigo e escritor Luís Vieira da Mota.
Eis o que eu disse:
-----

Onde as maçãs crescem


Minhas Sras e meus senhores

amigos

Carlos Lopes Pires é um poeta constante. Já o escreveu taxativamente MFM (Manuel Frias Martins) na sua impressionante recensão crítica, que publicou no nº 201 Maio/Agosto2019 da sempre conceituada revista COLÓQUIO|Letras, a propósito do “a noite que nenhuma mão alcança” dado a lume há dois anos atrás.   Já?!

Nós estamos aqui hoje e desta forma, somos, também, testemunhas do intenso labor poético de Carlos Lopes Pires que soma mais de um quarto de século a publicar Poesia sempre rodeado de amigos que comungam esta sua faceta profundamente humana.

  Já são mais de 20, os livros de poesia de sua autoria. Não fiz a contabilidade, mas as contas devem estar certas ou quase. Claro, sou contabilista, logo devia falar em números precisos; mas não estamos aqui para falar de números.

Esta minha intervenção não é senão um intróito para o que já a seguir vamos ouvir do nosso amigo comum e emérito escritor, Luís Vieira da Mota, que ele sim, é a personagem certa para dizer do seu modo de ver a vida e a obra de Carlos Lopes Pires. Até porque são muitos os anos de convívio literário e de franca amizade que já os unem…

De qualquer modo, não posso deixar de aproveitar este ensejo para dizer umas coisas acerca deste livro que agora vai ser apresentado e que fala dos sítios onde as maçãs crescem. Com este título o poeta e amigo Carlos Pires pretenderá o quê? Chamar-nos a atenção para o paraíso que pode ser o sítio onde vivemos neste mundo? Haverá só um mundo? Cada um de nós será um mundo? Teremos que considerar que o mundo não é uma coisa definida antes teremos que admitir que o mundo é um conjunto indeterminado de mundos?!  Mas sendo um conjunto indeterminado de mundos, será que não tem princípio nem fim? Estaremos nós disponíveis para aceitar que o tempo dura tanto tempo quanto o tempo que demoramos a sintonizar o nosso próprio eu?  Ou mais?!

Aqui chegado ocorre-me que a continuidade do tempo poderá não existir no que é eterno, mas sim no efémero e transitório. Ou seja, nas coisas simples a que o amor deverá presidir.

Quero eu tentar dizer que a poesia poderá ser esse espaço entre o transitório e o eterno. E que a poesia de Carlos Lopes Pires revela esse carácter e essa sensibilidade. E, visivelmente, também se rebela contra as convenções da literatura tradicional que tende a ambicionar o eterno da fama e notoriedade pessoal através da palavra.

A poesia de Carlos Pires assume uma atitude de contributo para que as pessoas se possam compreender a si próprias cada vez melhor. Para isso o poeta não se cansa na procura de novos modelos para a representação do mundo e da realidade, transportando a sua própria realidade e a que ele observa a partir da dos outros. E com uma preocupação suplementar: a de renovar as coisas reais e reintegrá-las na vida.

A poesia, tal como Carlos Pires nos sugere, é quem melhor nos pode induzir ao interesse pelas coisas simples e a compreensão destas, sim, é que nos poderá levar a perceber a complexidade da vida.

Ou seja, e para finalizar esta minha singela divagação, pressente-se que o poeta tende a mostrar-nos o sentido da vida impulsionando o leitor a sair de situações desesperadas e a recuperar o desejo duma vida simples mas sem perder a sua capacidade de sonhar.

Carlos, meu amigo, mestre, a tua poesia tem sido para mim um bálsamo muito especial contra o medo da minha ignorância.

E um grande estímulo para descomplicar a vida aceitando os princípios cósmicos que orientam a nossa própria existência.

Mais não vou acrescentar a este meu testemunho, que o Luís Vieira da Mota, por ti muito justamente homenageado dedicando-lhe expressamente este teu livro, se vai encarregar a preceito, de tal missão.

-

Obrigado, poeta, pela poesia com que tens ajudado a vestir o mundo e mostrar que vale a pena o convívio de que todos nós necessitamos, mas que nem sempre o conseguimos alcançar.

Obrigado por seres um amigo com quem também é possível dialogar com o recurso ao poema…  

--

Claro, não podia deixar de vos ler o poema da página 80, dada a afinidade que o passou a ligar a mim, pessoalmente, e que eu agradeço do fundo do meu coração o carinho que nele e em nós se reflecte.

Leiria, 12 setembro 2020

António Nunes

-

(ver reportagem mais completa sobre o lançamento deste livro em 

quarta-feira, 5 de junho de 2019

Matéria Negra de Manuel Frias Martins, A Morte é uma Flor de Paul Celan, COLÒQUIO|Letras

2506
5jun2019
António Lobo Antunes
Carlos Lopes Pires
(a noite que nenhuma mão alcança, 2018)
pp 234/5/9 
Recenssão crítica de Manuel Frias Martins

2504
que me foi oferecido pelo autor
dediatória em junho2019


2503
Talvez mais do que todos os que conhecíamos, este último livro de Paul Celan (que ele, na ambiguidade do gesto de conservar os poemas, quis e não quis que fosse o último) garvita à volta de um núcleo de sentido(s) que é o de sempre, mas onde se destacam, com contornos mais nítidos, dois vectores maiores: a memória e o silêncio (poderíamos também dizer: a História e a Linguagem).
in Posfácio de João Barrento.


2505
COLÓQUIO|Letras n.200 jan/abr2019
Jorge de Sena
(Editorial 
Chega ao número 200 a Colóquio/Letras.
A revista começou a ser publicada em março de 1971, e desde então tem vindo a prestar um inestimável serviço à divulgação da cultura e da literatura portuguesas e lusófonas.
Ao longo da sua história teve como diretores personalidades destacadas no mundo da universalidade e da literatura, que sempre mantiveram uma linha coerente na publicação de ensaios, recensões e textos de criação inéditos, nela tendo colaborado os grandes representantes da cultura portuguesa e lusófona.
É essa tradição que, desde 2009, assumi preservar e continuar.
Nos quase 50 anos da sua vida, e ao chegarmos a este número 200 - que importa destacar pelo carácter excecional, não só da longevidade, mas acima de tudo por se manter uma referência nos estudos de literatura -, é simbólico o ato de homenagear Jorge de Sena, na celebração do seu centenário.
Nome fundamental da cultura portuguesa, grande poeta, ficcionista e dramaturgo, Sena dedicou-se igualmente à tradução e aos estudos literários que acompanharam a sua atividade de professor no Brasil e em Santa Bárbara, nos Estados Unidos. O dossiê consagrado à sua figura abre com um depoimento do General Ramalho Eanes que, eleito Presidente da República em fins de 1976, convidou para intervir, no primeiro 10 de Junho sob a sua presidência, celebrado na cidade da Guarda, dois dos maiores nomes da literatura portuguesa do século XX, Jorge de Sena e Vergílio Ferreira. Aí proferiram notáveis intervenções, destacando-se a de Jorge de Sena, que libertou a figura e a obra de Camões de equívocos ligados ao seu aproveitamento ideológico pelo regime anterior.
Ao nosso primeiro Presidente da República democraticamente eleito importa agradecer o gesto desta contribuição escrita, reveladora da importância que a Democracia então instaurada teve, e tem, para a Cultura portuguesa no seu todo.
...
Nuno Júdice


quinta-feira, 28 de março de 2019

aquele que não ouvirás mais - poesia 2019 de Carlos Lopes Pires




2497


Carlos Lopes Pires escreve a p 7 :


para patitas
o gato da minha vida

o patitas deveria durar até depois de mim
um automóvel roubou-o do nosso quintal e à minha vida
-
A propósito: deixei registado no meu blogue-armazém o seguinte:
https://dispersamente.blogspot.com/2019/03/a-pretexto-da-apresentacao-do-26-livro.html


sábado, 15 de dezembro de 2018

Vários livros entrados: de Ron Padget,Ondjaki, Luís Quintais, Adalberto Alves (oesia)


2475 - John Padget
2477- Agon


2478 - Adalberto Alves
2476 - Objaki


-
Poesia, poesia, poesia.
Há alturas da vida em que somos impulsionados a reter a nossa atenção e entusiasmo por motivos literários a que não tínhamos dado uma grande importância.
Neste ensejo, devo reiterar e deixar aqui registada a minha admiração pelo enorme trabalho poético de Carlos Lopes Pires.
Pode-se seguir o que vai escrevendo neste sítio:

 https://cmlopires.blogspot.com/

sábado, 23 de junho de 2018

a noite que nenhuma mão alcança: poesia de Carlos Lopes Pires --- Jerusalém de Simon Sebag Montefiore


2428
Ver referências às edições de Carlos Lopes Pires
em www.textiverso.com
-
ver também o vídeo

 https://youtu.be/rsnm8ekPIJs
-
nb: Tenho que ficar grato ao autor por me ter dedicado um poema na p 131.




2429
«O sionismo não era uma novidade, e a palavra já existia desde 1890; o que Herzl fez foi conferir expressão e organização política a um sentimento muito antigo. Desde o rei David, e em especial desde o Exílio da Babilónia, que os judeus encaravam a própria existência em termos da sua relação com Jerusalém: rezavam voltados para Jerusalém, (...) iam em peregrinação a Jerusalém, desejavam ser sepultados na cidade e, sempre que possível rezavam em torno do muro do Templo. Mesmo nas ocasiões em que ali foram ferozmente perseguidos, os judeus continuaram a viver em Jerusalém, só abandonando a cidade quando eram expulsos sob pena de morte.»
Ed. Altheia/Expresso
2018

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Carlos Lopes Pires - Poesia



Poesia escrita por um psicólogo.
Poesia escrita por um poeta.

1926
O livro do pó
Prefácio de Arménio Vasconcelos
Ed. do autor, 1994
-
1924
A poeira dos dias
Ed. Notícias, 1996
-
1925
O livro dos cânticos
ed. notícias, 1995
-
1916
Falar às aves
ed. do autor, 1993
-
Carlos Lopes Pires nasceu em 1956, em Quadrazais, perto da Serra da Malcata.
É professor de psicologia na Universidade de Coimbra e vive em Leiria.